O recém plantado milho da segunda safra – comumente conhecido com milho da safrinha – requer uma atenção especial contra pragas, sobretudo a cigarrinha do milho.
Ela deixou de ser uma praga exclusiva de regiões produtoras de sementes e hoje está presente em praticamente todas as áreas onde se cultiva o cereal, tanto na primeira safra quanto na safrinha, no país.
As perdas ocasionadas pelos enfezamentos e viroses transmitidos pela cigarrinha podem chegar a mais de 90%, principalmente quando se utiliza um híbrido sensível ao complexo de enfezamento.
Uma das características que torna as infestações mais frequentes é o fato da espécie apresentar um alto potencial biótico, e a capacidade de migração a longas distâncias.
O inseto pode colonizar desde campos recém germinados até o florescimento, em função da progressão das gerações de insetos e da entrada de outras cigarrinhas adultas, principalmente quando se tem plantas adultas nas imediações.
O controle eficiente da cigarrinha, especialmente no milho, baseia-se no Manejo Integrado de Pragas: eliminação do milho tiguera, plantio de híbridos tolerantes, tratamento de sementes e monitoramento precoce.
O controle químico deve usar inseticidas sistêmicos alternando princípios ativos, associado ao biológico.
Durante a edição deste ano do Show Rural Coopavel, em Cascavel, aconteceu o lançamento da plataforma “CigarrinhaWeb” para auxiliar produtores e técnicos nas decisões sobre o manejo da praga.
A coordenadora do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, engenheira agrônoma Ana Paula Kowalski, comenta sobre o funcionamento dessa ferramenta.
Fonte: FAEP/Agro Marechal
Foto: Agro Marechal