O interesse cada maior dos agricultores pelo plantio do milho safrinha chama atenção no Oeste do Paraná e há cada ano cresce as expectativas de uma boa colheita.
O milho safrinha surgiu no final dos anos 1970, no Paraná, como uma alternativa de baixo custo e risco para ocupar a terra após a colheita da soja.
Inicialmente focado no consumo interno das fazendas, evoluiu com tecnologia para superar a safra de verão em volume.
Produtores paranaenses buscaram uma alternativa ao trigo, que gerava prejuízos, utilizando o milho em rotação com a soja.
O sucesso no Paraná expandiu o cultivo para estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, consolidando a "dobradinha" soja-milho.
O que era considerado um plantio de alto risco, sem tecnologias apropriadas, passou a adotar sementes híbridas de alta performance e plantio direto.
Desde 2011/2012, a área plantada da segunda safra superou a da primeira, tornando o termo "safrinha" obsoleto, passando a ser chamado de "segunda safra de milho”.
Atualmente as atenções dos agricultores da microrregião de Marechal Cândido Rondon estão mais uma vez voltadas ao desempenho das lavouras de milho safrinha.
Os produtores estão procurando fazer sua parte em se tratando de aplicações contra pragas, no entanto, em algumas áreas as chuvas estão sendo aquém do necessário para uma boa produtividade.
Quem analisa o cenário da cultura é o engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha, da Agrícola Horizonte, de Marechal Cândido Rondon.
Fonte: Agro Marechal
Foto: Agro Marechal