No setor de grãos, o complexo soja mantém o protagonismo na pauta exportadora paranaense.
No primeiro trimestre de 2026, o Estado exportou 3 milhões e 410 mil toneladas, gerando uma receita de 1 bilhão e 470 milhões de dólares - um crescimento de 2% em faturamento, apesar de uma leve retração de 4% no volume físico em relação a 2025.
A China segue como o principal destino, absorvendo 58% das compras. Em contraste, a cultura do trigo está voltada quase integralmente para o mercado interno devido à alta demanda industrial local e à menor área plantada.
Na última safra, o Paraná produziu 2 milhões e 870 mil toneladas, das quais apenas 4 toneladas foram exportadas desde agosto de 2025.
O Paraná voltou a atender quase que exclusivamente o mercado interno na última safra de trigo.
Apenas 4 toneladas foram vendidas para outros países, considerando o período de agosto de 2025 até o presente momento.
Esse volume foi escoado para o Equador em dezembro e, desde então, não houve mais registros de embarques de trigo paranaense para outros países.
Essa tendência de manutenção do trigo no mercado interno deve se verificar também neste ano, para a safra de 2026.
Já o setor de carne bovina registrou um desempenho histórico nacional em março, com 265 mil toneladas exportadas pelo Brasil.
Entre os estados, o Paraná acompanhou a tendência de valorização, registrando o embarque de 3 mil e 600 toneladas no mês passado, o que gerou 20 milhões e 300 mil dólares em receita.
O preço médio do quilo apresentou alta, passando de 4 dólares e 76 cents em 2025 para 5 dólares e 54 cents em 2026.
Assim como na soja, a China também é o destino principal da carne brasileira, recebendo 38,5% do volume comercializado.
Fonte: Deral