Uma onça-parda voltou a ser avistada no Oeste do Paraná. Desta vez, o flagrante ocorreu na comunidade de São Pedro do Piquiri, no interior de Assis Chateaubriand, na manhã do último domingo (5).
O animal foi registrado por uma câmera de segurança enquanto caminhava pela propriedade rural carregando na boca um animal semelhante a uma galinha. As imagens rapidamente chamaram a atenção dos moradores da comunidade, que afirmam que o felino continua atacando animais de criação nas propriedades da região.
O novo registro acontece pouco mais de um mês após uma série de ataques atribuídos à mesma onça. Em maio, uma propriedade rural da comunidade perdeu 34 ovelhas em um único ataque. Desde então, conforme relatos dos moradores, mais uma ovelha e dois cães também foram mortos pelo predador.
Após os primeiros ataques, técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) realizaram vistorias nas propriedades afetadas e orientaram os produtores sobre medidas preventivas para reduzir os riscos de novas ocorrências.
Entre as recomendações estão manter ovinos e outros animais domésticos recolhidos durante a noite, reforçar cercas e apriscos, evitar que os rebanhos tenham acesso a áreas de banhado, manter a vegetação próxima aos currais sempre roçada e instalar sistemas de iluminação, preferencialmente com sensores de presença ou luzes intermitentes.
O IAT também orienta que os produtores evitem circular sozinhos pelas propriedades no entardecer, durante a noite e nas primeiras horas da manhã, períodos em que a onça costuma estar mais ativa. Outra recomendação é dar a destinação correta às carcaças de animais e aos resíduos orgânicos, evitando atrair a fauna silvestre para as proximidades das propriedades rurais.
Embora a presença da onça-parda tenha gerado preocupação entre os moradores, especialistas lembram que o felino faz parte da fauna brasileira e, normalmente, evita o contato com seres humanos. Em caso de novos avistamentos, a orientação é não tentar capturar ou afugentar o animal e comunicar imediatamente os órgãos ambientais competentes.
As autoridades ambientais seguem monitorando a situação e reforçam a importância da adoção das medidas preventivas para minimizar prejuízos aos produtores e garantir a conservação da espécie.
Fonte: SOU AGRO