A primavera de 2026 começa em 22 de setembro às 21h05, com o
plantio da soja já em andamento em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O
cenário climático é bastante contrastante: no Sul há excesso de chuvas,
temporais e risco de granizo, enquanto parte do Centro-Oeste ainda enfrenta
déficit de umidade no solo.
No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas devem
ter chuva acima da média, mas o norte de Minas e o Espírito Santo seguem com
irregularidade. No Norte e Nordeste, predominam déficit hídrico e temperaturas
elevadas, especialmente no Matopiba.
O El Niño muito forte, com 98% de probabilidade, deve
influenciar fortemente, mas outros fenômenos como o Dipolo do Índico, o Modo
Anular Sul e a Oscilação Decadal do Pacífico também interferem na distribuição
das chuvas.
A Conab projeta colheita recorde de 366,6 milhões de
toneladas de grãos (+1,3%), sendo 181,6 milhões de toneladas de soja (+0,7%) e
148 milhões de toneladas de milho (+2,8%).
Os riscos variam conforme a região: no Centro-Norte, há
perigo de semeadura prematura após pancadas isoladas; no Sul, o excesso de água
pode causar compactação, erosão e atrasos; no Sudeste, chuvas bem distribuídas
favorecem soja, milho e café, mas precipitações irregulares podem comprometer
floradas.
No Norte e Nordeste, a irregularidade e o calor elevam os
custos e riscos para lavouras de sequeiro.
O sucesso da safra dependerá da capacidade dos produtores de
ajustar o calendário às condições locais, acompanhando previsões de curto
prazo, umidade do solo e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Estratégias
como escalonamento da semeadura, uso de cultivares de ciclos diferentes e
revisão da drenagem ajudam a reduzir a exposição.
Fonte: Assessoria







