O Paraná já semeou 28% dos 5,74 milhões de hectares destinados à soja na safra 2026/27.
O avanço de 13 pontos percentuais em uma semana colocou o Estado na liderança nacional do plantio e marcou o ritmo mais rápido para o período desde a temporada 2018/19.
O levantamento do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que 93% das lavouras implantadas estão em boas condições e 7% apresentam situação considerada média.
No mesmo período do ano passado, 26% da área paranaense havia sido semeada.
A combinação de umidade no solo com períodos de tempo firme permitiu a entrada das máquinas logo após o encerramento do vazio sanitário, em 20 de setembro.
A estimativa inicial do Deral é de que o Paraná colha 22,6 milhões de toneladas, volume 4% superior ao projetado para o ciclo anterior.
O ritmo acelerado aumenta a importância da qualidade da operação.
Plantar mais hectares por dia ajuda o produtor a aproveitar os intervalos sem chuva, mas o aumento excessivo da velocidade pode prejudicar a distribuição das sementes, deixar falhas e formar plantas em distâncias irregulares.
Trabalhos reunidos pela pesquisa agropecuária indicam que velocidades superiores a 8 quilômetros por hora tendem a reduzir a uniformidade em determinadas condições. O limite não é igual para todas as propriedades.
Tipo de semeadora, quantidade de palha, relevo, umidade e condição do solo alteram o desempenho da máquina.
A recomendação é conferir a operação diretamente no talhão.
Depois dos primeiros metros, o produtor deve abrir o sulco e verificar se as sementes estão sendo depositadas na profundidade prevista, com espaçamento semelhante e bom contato com o solo.
A Embrapa recomenda, de maneira geral, profundidade entre 3 e 5 centímetros para a soja. Sementes colocadas muito profundamente gastam mais energia para emergir. Quando ficam próximas demais da superfície, tornam-se mais vulneráveis à perda de umidade.
Fonte: Deral