Produtores de Santa Helena estão revoltados com os constantes problemas no fornecimento de energia .
Um deles é o piscicultor Adriano Michiyori, segundo quem, o problema vai muito além do desconforto nas residências e da queima de eletrodomésticos, a instabilidade coloca em risco direto um dos pilares da economia local: a piscicultura.
De acordo com Adriano, as interrupções não estão relacionadas a temporais ou ventos fortes – na maioria das vezes o céu está limpo, sem chuva ou vento.
Para quem trabalha com a criação de peixes, até a fase final de crescimento, que leva cerca de cinco meses até o momento da venda, a situação é considerada crítica.
Com as altas temperaturas e sem energia para manter os aeradores em funcionamento, o oxigênio da água diminui rapidamente.
Adriano explica que, com o aumento da temperatura, os peixes descem para o fundo dos açudes, revolvendo o solo e aumentando os níveis de amônia, o que pode ser fatal.
Mesmo possuindo um gerador a gasolina, o equipamento é projetado apenas para emergências de curta duração.
No entanto, segundo relatos, já houve casos de interrupções que chegaram a durar horas, tempo muito superior à capacidade operacional do gerador.
O piscicultor ainda revelou que sofreu recentemente um prejuízo significativo: a perda de mais de três toneladas de peixe que estavam na fase final de engorda e prontos para envio ao frigorífico.
Todo o trabalho de aproximadamente cinco meses foi comprometido.
A comunidade rural de Santa Helena demonstra indignação com o que considera descaso da Copel, responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região.
Fonte: Correio do Lago
Foto: Agro Marechal