O Departamento de Economia Rural revisou para baixo a estimativa da segunda safra de milho 2025/26 do Paraná, reforçando a preocupação com a oferta do cereal em um dos principais estados produtores do Brasil. O novo levantamento, divulgado nesta quinta-feira, aponta produção de 17 milhões e 50 mil toneladas, abaixo das 17 milhões e 600 mil toneladas projetadas no relatório anterior.
Caso a nova estimativa se confirme, o Paraná deverá registrar uma queda de aproximadamente 5% na produção de milho safrinha em comparação com a temporada passada, mantendo-se, ainda assim, como o segundo maior produtor de milho do país.
A colheita da segunda safra está em andamento no Estado, porém em ritmo inferior ao observado em anos anteriores.
Segundo o Deral, cerca de 40% das áreas cultivadas haviam sido colhidas até o início desta semana.
O avanço mais lento é consequência do plantio realizado fora da janela ideal, situação agravada pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras, que dificultaram as operações no campo.
O atraso pode influenciar a logística de comercialização, o armazenamento e o escoamento da produção, além de manter o mercado atento ao comportamento da oferta nas próximas semanas.
A revisão para baixo da safra paranaense ocorre em um momento em que o mercado acompanha de perto a evolução da colheita da segunda safra brasileira, responsável pela maior parte da produção nacional de milho.
Embora a redução represente uma parcela limitada da produção brasileira, o Paraná exerce papel estratégico no abastecimento interno e nas exportações.
Uma oferta menor no Estado pode contribuir para mudanças na dinâmica regional de comercialização e na formação dos preços, especialmente em regiões consumidoras do Sul do país.
Além do milho, o Deral atualizou as projeções para o trigo.
A estimativa de produção passou de 2 milhões e 300 mil toneladas para 2 milhões e 380 mil, representando um pequeno ajuste positivo em relação ao levantamento anterior.
Fonte: Deral