As lavouras de milho safrinha e trigo da região Oeste
apresentam um cenário positivo nesta safra (2025/26), impulsionado pelas
condições climáticas favoráveis e pelo bom desenvolvimento das culturas ao
longo do ciclo produtivo. Com expectativa de boa produtividade e qualidade dos
grãos, os produtores estão otimistas na reta final da safra.
Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da
Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), apontam que o
milho safrinha ocupa uma área de 474.627 hectares na Regional de Toledo. O
técnico do Deral, Paulo Oliva, comenta que 88% desta área já foi colhida e a
expectativa é de um rendimento de 3.210.000 toneladas neste ciclo.
“Os produtores estarão encerrando a colheita nos próximos 20 dias e a
produtividade está dentro da expectativa inicial. Provavelmente teremos um
resultado bem próximo do que foi o ano passado quando alcançamos 3.211.590
toneladas, um resultado excelente para uma região que utiliza muito milho para
a produção de proteína animal”.
Embora algumas áreas a beira lago sofreram mais com as condições climáticas de
seca, isso não afeta o volume final da safra. Oliva comenta que 70% das
lavouras de milho safrinha estão em boas condições, 20% estão regular e somente
10% estão ruim.
ESTADO – De acordo o Boletim Conjuntural referente a semana 31/2026, do Deral,
houve um pequeno ajuste na área estimada para a segunda safra de milho 2025/26
em todo o estado do Paraná, bem como uma revisão da produção esperada. A
estimativa atual indica que foram plantados 2,9 milhões de hectares de milho
safrinha, representando um aumento de 2,4% em relação ao ciclo anterior.
A expectativa de produção atualizada aponta para uma colheita de 17,05 milhões
de toneladas de milho. Esse volume é ligeiramente inferior à estimativa
inicial, que era de 17,83 milhões de toneladas. O principal fator que
contribuiu para essa redução foi um período de estiagem durante o
desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo final. Em
menor intensidade, geadas pontuais também exerceram influência sobre o
desempenho da safra.
No campo, a colheita avançou e já alcança 38% da área
total cultivada no estado. Em comparação com as duas últimas safras, o ritmo de
colheita está mais lento, uma vez que o plantio ocorreu de forma mais tardia em
algumas regiões, influenciando todo o ciclo da cultura.
TRIGO – O trigo, cultura típica de inverno, segue em
andamento na Regional de Toledo. Com uma área de 5.650 hectares a expectativa é
de 16.102 toneladas ao final da colheita. Oliva enfatiza que as lavouras
apresentam boas condições e estão em estágio avançado, com 94% em fase de
floração e 6% de frutificação.
“As condições são boas para uma boa safra de trigo; os
tratos culturais estão sendo realizando de acordo com o andamento da safra. O
resultado da safra depende um pouco das condições do clima, principalmente
porque há a expectativa de termos a influência do fenômeno El Niño mais
rigoroso”, pontua. A colheita do trigo na Regional de Toledo deve iniciar no
final de agosto e se estender até outubro. Em todo o Paraná, o plantio de trigo
foi encerrado em todas as regiões, resultando em uma área semeada de 727,5 mil
hectares, número este 11% inferior ao registrado em 2025, de acordo com o
Boletim Conjuntural referente a semana 31/2026.
Essa retração traz consigo uma possível queda na
produção, que deve passar das 2,88 milhões de toneladas obtidas na safra
anterior para 2,38 milhões, segundo as projeções de julho. Para que o número se
confirme, o clima precisa continuar colaborando, como ocorreu até agora.
Atualmente, as lavouras do estado apresentam seu
melhor desempenho dos últimos 10 anos, pelo menos: 97% da área plantada está em
boas condições e 3% em situação média, sem registro de áreas ruins. Ainda
assim, o cenário exige atenção devido à alta probabilidade (81%) de o El Niño
atingir a intensidade “muito forte” nos próximos meses.
Até o momento, o fenômeno tem impactado a triticultura paranaense de forma
moderada, com o volume expressivo de chuvas se limitando a dificultar o manejo
sanitário em algumas áreas, especialmente no Sudoeste do estado.
PREÇO – A redução da área plantada, somada às
incertezas climáticas, tem impulsionado os preços no estado. Em julho, os
preços recebidos pelos produtores devem registrar o quinto mês consecutivo de
alta, com valores acima de R$ 70,00 pela primeira vez após nove meses abaixo
desse patamar. Apesar da reação, a média do mês deve fechar abaixo dos R$ 76,97
por saca registrados em julho de 2025.
Fonte: Jornal do Oeste










| CONTRATO | US$/bu | VAR | |
|---|---|---|---|
| MAR 2026 | 1.059,75 | -2,00 | |
| MAY 2026 | 1.072,00 | -2,00 | |
| JUL 2026 | 1.085,25 | -2,25 | |
| AUG 2026 | 1.083,75 | -2,25 | |
| u00daltima atualizau00e7u00e3o: 23:47 (26/01) | |||
