O espaço da “Tribuna Popular” na sessão ordinária desta semana da Câmara Municipal de Marechal Cândido Rondon foi utilizado por representantes da Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná, sendo eles o presidente, Delmar Briccius, e o gerente geral, Edson Pacheco.
Na pauta esteve a apresentação no recém-implantado projeto piloto promovido pela entidade para modernizar a recolha legalizada de carcaças de suínos.
O objetivo central, conforme explanado, é oferecer uma alternativa técnica e juridicamente segura para o descarte de animais mortos nas granjas em mais de 16 mil propriedades da região, eliminando riscos ambientais e passivos trabalhistas que hoje recaem sobre o produtor.
Diferente da compostagem tradicional, que exige esforço físico intenso e manejo de carcaças em decomposição, o novo sistema prevê que o produtor apenas armazene os animais em um local refrigerado dentro da propriedade até a chegada do caminhão de recolha.
O detalhamento do processo foi feito pelo Edson Pacheco.
Ele explicou que o projeto se baseia em normativas federal e estadual que garantem ao produtor o direito de destinar animais mortos para processamento industrial.
Um dos pontos de maior relevância para os suinocultores é o impacto financeiro.
O custo de recolha e processamento das carcaças é zero para o produtor, para o Município e para as integradoras, pois toda a operação é custeada pela empresa processadora, que viabiliza o negócio através da transformação das carcaças em produtos como biodiesel e adubo orgânico.
O único investimento necessário por parte do suinocultor é a construção da "casinha refrigerada" na propriedade.
O custo estimado dessa estrutura gira entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, valor que Pacheco considera baixo diante dos gastos anuais com maravalha e mão-de-obra para compostagem, citando que o trabalho de esquartejar animais para composteiras é "penoso e insalubre".
Outro fato que merece destaque é que o novo modelo defendido pela Assuinoeste combateria a recolha feita pelos “carniceiros”, como são chamados os coletores clandestinos de carcaças de suínos que representam um grave risco sanitário, ambiental e de saúde pública para a região.
Fonte: Assessoria Câmara dos Vereadores
Foto: Cristiano Viteck